Um buraco negro supermassivo identificado como AT2018hyz está liberando um jato de ondas de rádio com intensidade crescente há quatro anos e pode alcançar seu pico apenas em 2027, segundo estudo publicado no Astrophysical Journal.
A equipe liderada pela astrofísica Yvette Cendes, da Universidade do Oregon (UO), observou que o fenômeno – classificado como evento de disrupção de maré, quando uma estrela é despedaçada pela gravidade extrema do buraco negro – tornou-se 50 vezes mais luminoso em relação às medições de 2019. “É raro ver algo crescer tão rapidamente por tanto tempo”, afirmou Cendes.
Jato unidirecional e energia sem precedentes
Os cálculos indicam que a radiação está sendo expelida em forma de um único jato, possivelmente não direcionado à Terra nos primeiros anos, o que explicaria a demora na detecção do sinal mais forte. Atualmente, a energia liberada se aproxima da de explosões de raios gama e pode atingir valores até 100 trilhões de vezes superiores aos estimados por fãs para a arma fictícia Estrela da Morte, de Star Wars.
O objeto foi visto pela primeira vez em 2018 por meio de um telescópio óptico, sem apresentar características que chamassem atenção. Anos depois, análises de dados de grandes radiotelescópios nos Estados Unidos (Novo México) e na África do Sul revelaram a surpreendente atividade contínua.

Imagem: Internet
Monitoramento contínuo
Desde a confirmação inicial, em 2022, os cientistas acompanham o aumento exponencial do brilho em rádio. As previsões apontam que a emissão continuará crescendo até, pelo menos, 2027. O grupo também busca sinais de outros buracos negros que possam exibir comportamento semelhante, até então inédito.
Com informações de Nanowerk







