Um levantamento internacional liderado pelo professor Pavel Kroupa concluiu que os aglomerados de galáxias têm, em média, o dobro da massa estimada anteriormente. Os resultados foram publicados em 9 de fevereiro de 2026 na revista Physical Review D.
Segundo a pesquisa, o excedente de massa é composto principalmente por estrelas de nêutrons e buracos negros estelares. A equipe utilizou a teoria Integrated Galaxy-wide Initial Mass Function (IGIMF), desenvolvida em Bonn, para gerar populações estelares realistas e calcular a massa total dos aglomerados.
O trabalho também mostra que os valores obtidos se alinham com as previsões da teoria da gravidade de Milgrom (MOND). Já os modelos baseados na gravidade newtoniana exigiriam apenas metade da quantidade de matéria escura considerada até agora, tornando-os inconsistentes com as novas estimativas.
Dados de observação e instituições envolvidas
Para chegar às conclusões, os cientistas compilaram medições de lentes gravitacionais e informações detalhadas sobre as galáxias presentes em diversos aglomerados, como o Abell 209, localizado a 2,8 bilhões de anos-luz da Terra.
Participaram do estudo o Instituto Helmholtz de Física de Radiação e Nuclear da Universidade de Bonn, o Instituto Astronômico da Universidade Charles em Praga e o Institute for Advanced Studies in Basic Sciences (IASBS) da Universidade de Zanjan, no Irã.

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Os autores afirmam que a nova distribuição de massa pode ajudar a compreender melhor a relação entre espaço-tempo e matéria.
Com informações de Nanowerk







