Plataforma de impressão 3D do MIT produz motores elétricos complexos em poucas horas

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) apresentaram, em 18 de fevereiro de 2026, uma plataforma de impressão 3D capaz de fabricar máquinas elétricas complexas em uma única etapa. O sistema multimaterial produziu um motor linear totalmente funcional em questão de horas, utilizando cinco materiais diferentes.

Quatro extrusoras, cinco materiais

O equipamento foi adaptado a partir de uma impressora existente e recebeu quatro extrusoras, cada uma apta a processar formas distintas de matéria-prima, como filamentos, pellets e tintas condutoras. A alternância automática entre as ferramentas permite depositar camadas sucessivas de materiais condutores, dielétricos e magnéticos sem interrupções.

Segundo a equipe, composta pelo pesquisador sênior Luis Fernando Velásquez-García e pelos estudantes de pós-graduação Jorge Cañada (autor principal) e Zoey Bigelow, o principal desafio foi integrar diferentes requisitos de extrusão no mesmo equipamento. Sensores distribuídos e um sistema de controle inédito asseguram o posicionamento preciso das cabeças de impressão, evitando desalinhamentos que poderiam comprometer o desempenho do dispositivo final.

Motor linear pronto em três horas

Para demonstrar o potencial da plataforma, os cientistas imprimiram um motor linear — dispositivo que converte energia elétrica em movimento retilíneo, usado em robôs pick-and-place, sistemas ópticos e esteiras de bagagem. O processo levou cerca de três horas. A única etapa posterior foi a magnetização das partes de material rígido magnético.

Os testes indicaram que o protótipo gerou força de atuação várias vezes superior à de motores lineares convencionais que dependem de amplificadores hidráulicos complexos. O custo estimado de matéria-prima por unidade ficou em aproximadamente US$ 0,50.

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Imagem: Internet

Impacto na produção industrial

De acordo com Velásquez-García, a tecnologia pode reduzir dependência de cadeias globais de suprimentos ao possibilitar a fabricação local de componentes eletrônicos customizados para robôs, veículos ou equipamentos médicos, com menor desperdício de material.

Os próximos passos incluem incorporar a magnetização ao próprio processo de extrusão, imprimir motores rotativos totalmente funcionals e expandir o número de ferramentas da plataforma para viabilizar dispositivos eletrônicos ainda mais complexos em uma única impressão.

Com informações de Nanowerk

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