A startup indiana de inteligência artificial Sarvam anunciou, nesta terça-feira (18), planos para embarcar seus novos modelos de IA em celulares básicos da Nokia, veículos e óculos inteligentes próprios. A informação foi apresentada durante o India AI Impact Summit, realizado em Nova Délhi.
Segundo a empresa, os modelos rodam na borda (edge) e ocupam apenas alguns megabytes, permitindo funcionamento em aparelhos com processadores já existentes e até mesmo sem conexão à internet. “Queremos levar inteligência a todo telefone, laptop, carro e a uma nova geração de dispositivos”, afirmou Tushar Goswamy, chefe de Edge AI da Sarvam, na apresentação.
Parceria com HMD e Nokia
A Sarvam trabalha com a HMD Global para incluir um assistente conversacional em celulares Nokia e HMD. Um vídeo de demonstração exibido no evento mostrou um usuário pressionando um botão dedicado à IA em um feature phone para obter, em idioma local, orientações sobre programas governamentais e mercados regionais. A companhia não detalhou se todas as funções mostradas operam off-line.
Colaboração com Qualcomm
A startup informou ter ajustado seus modelos em conjunto com a Qualcomm, visando os chipsets da fabricante. A Qualcomm, por sua vez, desenvolve a suíte Sovereign AI Experience, planejada para telefones, PCs, laptops, carros e dispositivos de IoT. “Nossa colaboração pode acelerar a passagem da IA soberana da pesquisa para a implantação”, declarou o cofundador e CEO da Sarvam, Vivek Raghwan, em comunicado.
IA nos automóveis
Em outra frente, a Sarvam diz trabalhar com a alemã Bosch para adicionar assistentes de IA a veículos, sem revelar mais especificações até o momento.

Imagem: Internet
Óculos Sarvam Kaze
A companhia apresentou ainda o Sarvam Kaze, óculos inteligentes desenvolvidos e fabricados na Índia. De acordo com o cofundador Pratyush Kumar, o dispositivo, voltado a desenvolvedores, chegará ao mercado em maio.
Financiada por fundos como Lightspeed, PeakXV e Khosla Ventures, a Sarvam atuava principalmente com soluções de voz para o segmento corporativo, como suporte ao cliente. Os novos modelos e acordos indicam uma guinada para aplicações de consumo.
Com informações de TechCrunch







