Justiça dos EUA proíbe OpenAI de usar a marca “Cameo” em recursos de vídeo

Uma corte distrital federal no Norte da Califórnia determinou que a OpenAI interrompa imediatamente o uso do nome “Cameo” em seus produtos e funcionalidades. A decisão, registrada no sábado (17), atende a um pedido da plataforma Cameo, que comercializa vídeos personalizados de celebridades.

A OpenAI utilizava a marca na função de geração de vídeos do aplicativo Sora 2, permitindo que usuários inserissem suas próprias imagens em conteúdos criados por inteligência artificial. Para o tribunal, a semelhança entre os nomes era suficiente para provocar confusão entre os consumidores e, portanto, não se enquadrava como termo meramente descritivo, como alegava a defesa da empresa de IA.

Em novembro de 2025, a mesma corte já havia concedido uma ordem de restrição temporária em favor da Cameo. Na ocasião, a OpenAI substituiu a denominação “Cameo” por “Characters” no recurso.

Reações das empresas

“Construímos nossa marca ao longo de quase uma década, baseada em interações favoráveis aos criadores e em conexões genuínas. Esta decisão é uma vitória crucial não apenas para nós, mas para a integridade do nosso marketplace”, afirmou o CEO da Cameo, Steven Galanis, em nota.

Procurada, a OpenAI declarou discordar da ideia de que “alguém possa reivindicar exclusividade sobre a palavra cameo” e informou que continuará defendendo seu posicionamento nos tribunais.

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Imagem: Getty

Histórico de disputas envolvendo a OpenAI

Nos últimos meses, a companhia enfrenta outros processos relacionados a propriedade intelectual. No início de fevereiro, abandonou o uso da marca “IO” para futuros produtos de hardware, conforme documentos judiciais revelados pela revista Wired. Em novembro passado, o aplicativo de biblioteca digital OverDrive processou a OpenAI pelo uso de “Sora” em sua solução de geração de vídeos. A empresa também é alvo de ações de artistas, criadores e grupos de mídia em diferentes países por supostas violações de direitos autorais.

Com informações de TechCrunch

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