No sábado, 14 de fevereiro de 2026, a designer Kate Barton exibe sua nova coleção na New York Fashion Week (NYFW) com um recurso inédito: um agente de inteligência artificial multilíngue criado pela Fiducia AI sobre a plataforma IBM watsonx na IBM Cloud. A solução identifica as peças em tempo real e permite provas virtuais fotorrealistas aos convidados.
O fundador e CEO da Fiducia AI, Ganesh Harinath, explicou que o projeto utilizou IBM watsonx, IBM Cloud e IBM Cloud Object Storage para orquestrar a ativação. Um sistema de “Visual AI lens” reconhece cada look, responde a perguntas por voz ou texto em qualquer idioma e projeta a roupa no corpo do usuário.
Para Barton, a tecnologia amplia a narrativa das criações. “Queríamos provocar curiosidade, fazendo o público olhar duas vezes”, disse a estilista, que já havia trabalhado com modelos gerados por IA na temporada anterior, também com a Fiducia AI.
Segundo Harinath, o maior desafio não foi treinar modelos, mas coordenar todos os componentes em escala de produção. Ele prevê que, até 2028, o uso de IA na moda será rotineiro e, em 2030, deverá integrar o núcleo operacional do varejo.
Barton acredita que muitas grifes já utilizam IA nos bastidores, mas evitam expor o tema por receio de riscos reputacionais, lembrando o período em que o setor hesitava em lançar sites próprios. “A mudança virá com mais clareza de licenciamento, crédito e reconhecimento de que a criatividade humana não é custo extra”, afirmou.

Imagem: Internet
Dee Waddell, líder global de Consumo, Viagens e Transporte da IBM Consulting, reforçou que, quando inspiração, inteligência de produto e engajamento se conectam em tempo real, “a IA deixa de ser funcionalidade e passa a motor de crescimento competitivo”.
A apresentação de Barton antecipa um cenário em que ferramentas digitais ampliam o artesanato, a narrativa e a participação do público, sem substituir o trabalho humano.
Com informações de TechCrunch







