Nova técnica de fluorescência promete rastrear microplásticos em tempo real dentro de organismos vivos

Pesquisadores apresentaram uma estratégia que insere a fluorescência diretamente na estrutura de microplásticos, permitindo monitorar, em tempo real, como essas partículas se deslocam, se acumulam e se degradam em organismos vivos.

O estudo, publicado em 14 de fevereiro de 2026 na revista New Contaminants, foi conduzido sob a coordenação de Wenhong Fan, da Universidade Agrícola de Shenyang. A proposta busca suprir a principal lacuna dos métodos atuais, que fornecem apenas “fotos” estáticas do número de partículas em tecidos, mas não acompanham sua dinâmica ao longo do tempo.

Como funciona a nova abordagem

Em vez de colar corantes fluorescentes na superfície dos plásticos, os cientistas sugerem sintetizar os polímeros já contendo monômeros de emissão induzida por agregação. Esses materiais emitem luz mais forte quando aglomerados, diminuindo perda de sinal e problemas de quenching em ambientes biológicos complexos.

Segundo os autores, a técnica permite controlar brilho, comprimento de onda, tamanho e formato das partículas. Como os grupos fluorescentes ficam distribuídos por todo o polímero, tanto os microplásticos intactos quanto os fragmentos oriundos de sua degradação permanecem visíveis ao microscópio.

Importância para avaliação de riscos

O método pode ajudar a esclarecer os trajetos percorridos pelas partículas — da ingestão ao transporte entre órgãos, passando por transformações químicas e quebra final. Esse acompanhamento detalhado é considerado essencial para avaliar os reais impactos ecológicos e de saúde, em meio à produção global de plásticos que já supera 460 milhões de toneladas por ano.

Nova técnica de fluorescência promete rastrear microplásticos em tempo real dentro de organismos vivos - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Embora ainda em fase de validação experimental, a técnica baseia-se em princípios consolidados de química de polímeros e de imagem fluorescente biocompatível, o que reforça o otimismo dos pesquisadores quanto à sua viabilidade.

Os autores afirmam que tecnologias capazes de revelar o comportamento dos microplásticos in vivo tendem a ser cruciais para futuras avaliações de risco e para embasar possíveis regulamentações sobre a poluição plástica.

Com informações de Nanowerk

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