A Rivian divulgou nesta quinta-feira (12) que encerrou 2025 com receita total de US$ 5,38 bilhões, incremento de 8% em relação aos US$ 4,97 bilhões registrados no ano anterior. O resultado positivo, porém, não veio de seus veículos elétricos: o faturamento automotivo recuou 15%, para US$ 3,8 bilhões, pressionado por queda de US$ 134 milhões na venda de créditos regulatórios e por menor volume de entregas. O impacto foi parcialmente compensado por preços médios mais altos.
Em contrapartida, a receita de software e serviços mais que triplicou, atingindo US$ 1,55 bilhão. Segundo a companhia, a maior parte desse montante veio da joint venture criada em 2024 com o Volkswagen Group, avaliada em até US$ 5,8 bilhões. Ao cumprir metas do acordo em 2025, a Rivian recebeu um pagamento de US$ 1 bilhão por meio da venda de ações.
A montadora já havia recebido um título conversível de US$ 1 bilhão em 2024 e outro aporte de igual valor em julho de 2025. De acordo com a diretora financeira Claire McDonough, mais US$ 2 bilhões estão previstos para 2026: metade depende da conclusão de testes de inverno em andamento e o restante virá como dívida sem recurso em outubro. Os repasses devem continuar até 2027.
Foco no SUV R2 e redução de custos
O desempenho de 2026 deverá ser definido, sobretudo, pelo lançamento do R2, novo SUV da marca, prometido para chegar ao mercado até junho. Projetado para ser mais barato de produzir e de comprar, o modelo é peça-chave no esforço da Rivian para reduzir o custo por unidade, área em que a empresa já mostra avanços: no quarto trimestre de 2025, o custo de bens vendidos caiu para US$ 92 mil por veículo, melhora de US$ 4 mil frente ao trimestre anterior e de US$ 7 mil em relação ao mesmo período de 2024.
No mesmo intervalo, o custo total de receita automotiva diminuiu de US$ 1,4 bilhão (4T24) para US$ 898 milhões (4T25). Já o custo associado ao segmento de software cresceu gradualmente ao longo do ano.

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Projeções para 2026
A Rivian estima entregar entre 62 mil e 67 mil veículos em 2026, potencial aumento de até 59% sobre as 42.247 unidades distribuídas em 2025, que englobam os modelos R1T, R1S e a van de entrega elétrica (EDV). O presidente-executivo RJ Scaringe afirmou que a produção da EDV ganhará versão com tração integral e bateria maior para atender necessidades específicas da Amazon, principal cliente do furgão.
A empresa ainda não prevê lucratividade em bases ajustadas, mas projeta reduzir o prejuízo líquido ajustado para algo entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2,1 bilhão em 2026, ante perda de US$ 3,6 bilhões em 2025. Os investimentos de capital devem ficar entre US$ 1,95 bilhão e US$ 2,05 bilhões no ano.
Com informações de TechCrunch







