13 de fevereiro de 2026 — Cientistas do Instituto de Pesquisa Multidisciplinar para Materiais Avançados (IMRAM), da Universidade de Tohoku, no Japão, demonstraram um método para transformar o DNA em um reator nanométrico controlável. A equipe desenvolveu um nucleotídeo artificial sensível à luz, a tioguanosina (TG), capaz de promover ligações cruzadas entre fitas de DNA de maneira eficiente, reversível e sem alterar a configuração da dupla hélice.
O trabalho foi descrito na revista Communications Chemistry, no artigo “Chemical and photoinduced interstrand crosslinking of oligo DNA duplexes containing 2-deoxythioguanosines”. Segundo os autores, a ligação cruzada pode ser desencadeada tanto por radiação luminosa quanto por oxidantes químicos brandos, preservando a estrutura original do DNA.
Como funciona
Nas sequências estudadas, bases modificadas com TG foram posicionadas em locais próximos, mas não complementares. Quando expostas à luz ou a agentes oxidantes suaves, essas bases reagem e formam uma ponte dissulfeto entre as duas fitas. Os pesquisadores identificaram um mecanismo de transferência eletrônica inédito dentro do duplex de DNA, responsável por essa reatividade fotoinduzida.
Estabilidade e reversibilidade
Os testes mostraram que as ligações cruzadas apresentam alta estabilidade térmica. Ainda assim, podem ser quebradas por estímulos de redução ou nova exposição à luz, restaurando o DNA ao estado inicial sem distorções estruturais. Para o professor Kazumitsu Onizuka, que lidera o estudo, “temos grande controle sobre como o DNA se conecta, o que nos permite obter resultados consistentes em reações químicas”.

Imagem: Internet
Potencial de aplicação
A combinação de estabilidade e desligamento controlado abre caminho para materiais responsivos a estímulos, sistemas de liberação de fármacos no interior de células e investigações bioquímicas sobre o funcionamento de ácidos nucleicos. Os autores afirmam que a estratégia amplia o arsenal da química de DNA e pode impulsionar nanomateriais programáveis, nanomáquinas baseadas em DNA e terapias de base nucleotídica.
Com informações de Nanowerk







