Novo método microfluídico aumenta a precisão na separação de nanopartículas

10 de fevereiro de 2026

Uma equipe da Universidade de Oulu, na Finlândia, apresentou um método microfluídico que combina escorregamento elétrico e forças viscoelásticas para separar partículas na escala de nanossegundos com maior exatidão. A estratégia foi desenvolvida pelo grupo liderado pelo professor Caglar Elbuken e aprimora a purificação tanto de partículas sintéticas quanto de vesículas extracelulares secretadas por células.

Quando o diâmetro das partículas fica abaixo de algumas centenas de nanômetros, o movimento por difusão passa a dominar, enfraquecendo os mecanismos tradicionais de separação. A nova abordagem contorna esse obstáculo. O processo utiliza o “slip” eletroforético, no qual o campo elétrico movimenta o fluido ao redor da partícula, e as forças laterais geradas por um fluido viscoelástico, que se comporta parcialmente como líquido e parcialmente como material elástico.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista Analytical Chemistry sob o título “Microfluidic Electro-Viscoelastic Separation of Submicron Particles and Extracellular Vesicles”. O artigo é assinado pelo doutorando Seyedamirhosein Abdorahimzadeh, primeiro autor do estudo.

“A separação controlada de nanopartículas é essencial para pesquisa biológica e aplicações clínicas, mas os métodos vigentes costumam ser lentos, complexos ou pouco confiáveis”, declarou Abdorahimzadeh. Segundo ele, a técnica permite uma triagem eficiente em um canal microfluídico convencional, dispensando canais nanofluídicos que tendem a entupir e requerem pressões elevadas.

Nos testes, a pureza de partículas de poliestireno — usadas como modelo por terem tamanho e forma altamente controláveis — aumentou de 30% a 50%. Já as vesículas liberadas por células cancerígenas apresentaram ganho de pureza superior a 20%, avanço considerado expressivo nessa escala.

Os pesquisadores acreditam que o método possa ser aplicado futuramente em análises de sangue, investigação do câncer, estudos de comunicação celular e na nanomedicina em geral. A pesquisa integra a tese de doutorado de Abdorahimzadeh, que será defendida em 13 de fevereiro de 2026 na Universidade de Oulu.

Com informações de Nanowerk

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