10 de fevereiro de 2026 – Pesquisadores chineses apresentaram um nanoterapêutico de base siliciosa capaz de dissolver coágulos sanguíneos e, ao mesmo tempo, regular o ambiente local de coagulação, reduzindo o risco de sangramentos sistêmicos.
O trabalho foi conduzido pelo professor Shi Jianlin, do Instituto de Cerâmica de Xangai, da Academia Chinesa de Ciências (CAS), em parceria com o Hospital Popular nº 10 de Xangai, o Instituto de Pesquisa Avançada de Xangai (CAS) e o Hospital do Câncer de Liaoning. Os resultados foram publicados na revista Science Advances.
A nova estratégia reúne a enzima trombolítica uroquinase com uma nanofolha de siliceno hidrogenado (SiH) e fibrinogênio, formando o complexo SiH@UK/Fib. O material atua em três frentes:
1) Durante a circulação, o SiH bloqueia temporariamente os sítios ativos da uroquinase, prevenindo hemorragias em outras partes do organismo.
2) No local do trombo, a autodegradação do SiH reativa progressivamente a enzima, restabelecendo a capacidade de dissolver o coágulo.
3) A decomposição do SiH gera hidrogênio in situ, que modula o microambiente pró-trombótico: ativa defesas antioxidantes, diminui a expressão de ICAM-1, PAI-1 e fator de von Willebrand (vWF), estimula a reparação endotelial e inibe a adesão e ativação plaquetária.
Análises de acoplamento molecular indicaram que o SiH se liga ao sítio catalítico da uroquinase, suprimindo mais de 95% de sua atividade em testes laboratoriais. Por meio de espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier, os cientistas acompanharam a degradação do SiH em tempo real e observaram a recuperação total da atividade enzimática em até quatro horas, o que resultou em trombólise eficaz.

Imagem: Internet
Em modelos animais, o nanofármaco demonstrou dissolução robusta de trombos e controle preciso do ambiente de coagulação, sem aumento significativo de sangramentos sistêmicos.
Segundo os autores, a combinação entre trombólise enzimática e reprogramação microambiental inaugura uma plataforma promissora para terapias de próxima geração voltadas a emergências trombóticas.
Com informações de Nanowerk







