Cientistas identificaram, pela primeira vez, uma ligação microscópica direta entre o estado normal correlacionado e a supercondutividade em sistemas de grafeno torcido, conhecidos como materiais de moiré. Os resultados foram publicados em 5 de fevereiro de 2026 na revista Nature.
A pesquisa combinou microscopia de varredura por tunelamento de alta resolução e modelagem teórica detalhada para investigar cristais atômicos empilhados com um leve desvio angular. Esse pequeno “twist” altera drasticamente a mobilidade dos elétrons, favorecendo interações que originam estados quânticos como isolantes correlacionados, magnetismo e supercondutividade não convencional.
Coordenado por grupos da Universidade de Hamburgo, de Princeton, de Würzburg e de Frankfurt, o trabalho centrou-se em duas questões: qual é o estado inicial do qual a supercondutividade surge nesses sistemas e como as correlações eletrônicas e a quebra espontânea de simetria influenciam esse processo.
Segundo o professor Tim Wehling, do Departamento de Física da Universidade de Hamburgo, o estudo mostra que a supercondutividade não nasce de um metal simples, mas de um estado previamente organizado com quebra de simetria. A equipe detectou ainda uma ordem em espiral envolvendo o grau de liberdade de vale eletrônico e diversos intervalos de energia dependentes de temperatura e campo magnético.

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Esses achados fornecem evidências de que o estado normal correlacionado é fundamental para compreender a supercondutividade não convencional. A investigação foi realizada no âmbito do Cluster de Excelência CUI: Advanced Imaging of Matter e da rede alemã QUAST, financiada pela DFG.
Com informações de Nanowerk







