Highguard impressiona nos visuais, mas falha na execução, aponta análise

Highguard, novo jogo de tiro em primeira pessoa com proposta de “PvP raid shooter”, recebeu uma avaliação crítica que questiona sua prontidão para o mercado. Produzido pelo estúdio californiano Wildlight Entertainment, o título tenta combinar elementos de MOBAs, heróis com habilidades próprias e confrontos de invasão de bases, mas tropeça em diversos pontos de design e desempenho.

Sistema de jogo confuso

Na partida padrão de 3 vs 3, as equipes precisam reforçar a própria base, coletar recursos, disputar a espada Shieldbreaker e, por fim, plantar bombas nos geradores inimigos. Cada ciclo dura cerca de três minutos, com fases cronometradas que mantêm os jogadores presos à base durante 60 segundos e depois limitam a coleta de itens a mais 120 segundos.

O problema, segundo a análise, é que quase todas as fortificações podem ser destruídas em segundos por lança-foguetes ou martelos de demolição, esvaziando o esforço defensivo. Ao mesmo tempo, o minigame obrigatório de mineração de cristais — necessário para comprar armas e escudos — é considerado lento e punitivo.

Armas divertidas, mapa imenso

A jogabilidade de tiro recebeu elogios: baixo recuo, ausência de queda de projétil e feeling responsivo tornam rifles de precisão, submetralhadoras Viper e espingardas agradáveis de usar. Combates de curta distância também foram descritos como intensos e recompensadores.

Por outro lado, a análise aponta que o mapa é grande demais para apenas seis jogadores. Isso obriga longos deslocamentos a cavalo em busca de cristais ou do ponto de aparecimento da Shieldbreaker. Um modo 5 vs 5 foi introduzido após o lançamento e melhorou o fluxo das partidas, mas não resolveu todos os gargalos.

Problemas técnicos e de acessibilidade

Highguard sofre com travamentos, queda brusca de quadros por segundo ao ativar a espada contra o escudo inimigo e desconexões que exigem reparo completo dos arquivos. O jogo também carece de opções básicas de configuração — o controle de campo de visão, por exemplo, não funciona — e apresenta aceleração de mouse impossível de desativar durante mira, algo indesejado em títulos competitivos.

Sem chat de texto e com tempos de respawn de 20 segundos, a experiência individual foi descrita como “miserável”. O público casual tende a abandonar o jogo antes de entender seu loop completo, pois os tutoriais não cobrem todos os sistemas e a curva de aprendizado é íngreme.

Veredito

Após 22 horas de teste, a avaliação conclui que Highguard “não está pronto para o horário nobre”. Embora entregue momentos divertidos quando jogado em grupo fechado, o título ainda parece uma versão beta, exigindo ajustes significativos em mapas, balanceamento, infraestrutura online e qualidade de vida.

Com informações de GameSpot

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