Opep+ confirma metas de produção de petróleo e evita debate sobre crises internas

A Opep+ decidiu manter inalteradas as metas de produção de petróleo neste domingo, 4 de janeiro, durante uma reunião virtual que durou poucos minutos e deixou de lado as tensões políticas envolvendo alguns de seus integrantes.

O encontro reuniu oito países — Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã — responsáveis por cerca de metade da oferta global da commodity. O grupo confirmou o acordo fechado em novembro, que suspende qualquer aumento de produção nos meses de janeiro, fevereiro e março, período marcado por demanda sazonalmente menor no hemisfério norte.

Queda de preços e tensões regionais

A decisão ocorre após o preço do petróleo encerrar 2025 com recuo superior a 18%, a maior retração anual desde 2020, em meio a receios de excesso de oferta. Analistas apontam que os movimentos recentes do mercado refletem mais a instabilidade política do que fundamentos de oferta e demanda. “A Opep+ está claramente priorizando a estabilidade em detrimento da ação”, afirmou Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy e ex-integrante da organização.

No mês passado, as relações entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos se deterioraram devido ao conflito no Iêmen, depois que um grupo ligado aos Emirados assumiu controle de território administrado por forças apoiadas por Riad. A disputa abriu a maior fissura em décadas entre os tradicionais aliados do Golfo.

Novo foco de instabilidade

Outro fator de incerteza surgiu no sábado, quando os Estados Unidos detiveram o presidente venezuelano Nicolás Maduro. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que Washington administrará o país sul-americano até que seja possível uma transição de governo, sem detalhar o processo. De acordo com um delegado da Opep+, o tema Venezuela não foi discutido na reunião de hoje.

Metas e próximos passos

Em 2025, o bloco elevou suas metas em cerca de 2,9 milhões de barris por dia — o equivalente a quase 3% da demanda mundial — para recuperar participação no mercado. Por ora, esse aumento permanece suspenso. Os ministros voltam a se reunir em 1º de fevereiro para reavaliar a estratégia.

Com informações de Valor Investe

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