Nvidia registra receita trimestral recorde de US$ 68 bilhões com procura crescente por IA

A Nvidia informou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, que encerrou o último trimestre com receita recorde de US$ 68 bilhões, alta de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela forte demanda por capacidade de computação voltada a inteligência artificial.

Do total obtido entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, US$ 62 bilhões vieram da divisão de data center. Esse valor foi segmentado em US$ 51 bilhões provenientes de soluções de computação – majoritariamente GPUs – e US$ 11 bilhões de produtos de rede, como a tecnologia NVLink.

No acumulado dos 12 meses fiscais, a empresa somou US$ 215 bilhões em receita.

Mercado chinês ainda sem impacto

Apesar da recente flexibilização das restrições de exportação dos Estados Unidos, a companhia não contabilizou vendas de chips para a China no período. A diretora financeira, Colette Kress, explicou que pequenas remessas do modelo H200 destinadas a clientes chineses receberam autorização do governo norte-americano, mas ainda não geraram faturamento. Ela acrescentou que competidores locais, impulsionados por aberturas de capital recentes – caso da Moore Threads, listada em dezembro – podem alterar a dinâmica global do setor de IA no longo prazo.

Parcerias e investimentos

Em teleconferência com analistas, o CEO Jensen Huang comentou o avanço das negociações para um possível investimento de US$ 30 bilhões na OpenAI. Segundo ele, a empresa está “próxima” de firmar um acordo. Huang citou ainda colaborações com Anthropic, Meta e a xAI, de Elon Musk. Documentos entregues à Securities and Exchange Commission (SEC), contudo, ressaltam que não há garantia de que o aporte será efetivado.

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Imagem: Getty

Capex e demanda por computação

Questionado sobre a sustentabilidade dos altos desembolsos em infraestrutura de nuvem, Huang defendeu que, no novo cenário de IA, “compute is revenue”. O executivo afirmou que até GPUs lançadas há seis anos estão completamente alocadas em ambientes de nuvem, com preços em elevação, e que o volume de “tokens” gerados pelos modelos já se converte em retorno para clientes e provedores de serviços.

Com informações de TechCrunch

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