Nvidia bate recorde de receita, mas divisão de games fica aquém da meta

A Nvidia divulgou seu mais recente balanço financeiro e registrou outro trimestre histórico, superando as projeções de Wall Street para receita e lucro por ação. Mesmo assim, a área de games arrecadou menos do que o previsto.

Resultados gerais

Entre outubro e dezembro (período fiscal divulgado), a empresa somou US$ 68,1 bilhões em receita, crescimento de 73% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento Data Center, responsável por US$ 62,3 bilhões, alta de 75% ano contra ano.

No acumulado de 12 meses, a companhia faturou US$ 215,9 bilhões, avanço de 65% em relação ao exercício anterior.

Divisão de games abaixo da orientação

A área de games registrou US$ 3,7 bilhões no trimestre, crescimento de 47% sobre o mesmo período do ano passado. Apesar do avanço, o resultado ficou abaixo da orientação de US$ 4 bilhões divulgada pela própria Nvidia. No ano fiscal completo, o segmento alcançou US$ 16 bilhões, aumento de 41% e novo recorde.

De acordo com a empresa, a demanda pelo plataforma Blackwell sustentou o desempenho da divisão. No mesmo intervalo, foram anunciadas a tecnologia DLSS 4.5, que usa IA para aprimorar qualidade gráfica, e o G-Sync Pulsar, voltado à sincronia de imagens em monitores.

Reação do mercado

Após a divulgação dos números, as ações da Nvidia chegaram a ultrapassar US$ 200, mas recuaram e operam próximas ao valor de fechamento de quarta-feira. O papel acumula valorização expressiva nos últimos anos, alimentando dúvidas sobre a continuidade desse ritmo.

Visão da empresa e ceticismo do mercado

Em teleconferência, o CEO Jensen Huang afirmou que há “muito espaço para crescer” e que setores como biologia, manufatura, robótica e física ainda podem ser construídos sobre a plataforma da empresa. “Nossos clientes estão correndo para investir em computação de IA”, declarou. “A demanda por computação cresce exponencialmente.”

Nem todos compartilham do otimismo. O investidor Michael Burry, conhecido por lucrar com a crise imobiliária de 2008, mantém posição vendida contra a Nvidia e prevê um recuo expressivo na demanda por chips voltados a IA.

Debate sobre IA e mercado de trabalho

O avanço da inteligência artificial também gera preocupações sobre possíveis cortes de empregos. O próprio Huang comentou, em entrevista anterior, que funções baseadas em tarefas repetitivas correm risco de substituição por IA.

No setor de games, cresce a percepção de que ferramentas generativas podem prejudicar a indústria. A nova CEO da Microsoft Gaming, Asha Sharma, com histórico em IA, afirmou que é contra “conteúdo sem alma” produzido por algoritmos e deseja jogos com “profunda ressonância emocional”.

Com informações de GameSpot

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