A Neo, gestora comandada pelo investidor Ali Partovi, lançou o Neo Residency, iniciativa que combina aceleradora e trilha para universitários, oferecendo condições consideradas mais vantajosas do que as praticadas pelos principais programas do mercado.
Para a turma de 12 a 15 startups que ingressará no próximo verão do Hemisfério Norte, a Neo investirá US$ 750 mil por meio de um SAFE sem teto de valuation. A participação societária da gestora só é definida na rodada seguinte: se a empresa for avaliada em US$ 15 milhões, a Neo receberá 5% de participação; caso o valuation alcance US$ 100 milhões, essa fatia cai para 0,75%.
Partovi afirma que o modelo “assume o risco desde o início” e, por isso, “é extremamente favorável aos fundadores”.
Comparação com outras aceleradoras
O formato contrasta com o da Y Combinator, que normalmente fica com 7% do capital em troca de US$ 125 mil, além de investir outros US$ 375 mil via SAFE MFN. Já o Speedrun, programa da Andreessen Horowitz, injeta US$ 500 mil por 10% da empresa e pode aportar mais US$ 500 mil se a próxima rodada ocorrer em até 18 meses.
Mentoria e estrutura
Durante três meses, os fundadores trabalharão no escritório da Neo em Jackson Square, São Francisco, participarão de um bootcamp de duas semanas nas montanhas do Oregon e terão orientação de cerca de 30 executivos experientes, entre eles Russell Kaplan (Cognition) e Fuzzy Khosrowshahi (Notion).
Trilha para estudantes
O programa também selecionará de cinco a oito estudantes, individualmente ou em pequenos times, que receberão uma bolsa de US$ 40 mil para se dedicarem a um projeto durante um semestre. Não há obrigação de abrir empresa ou abandonar os estudos, mas a Neo espera que, ao empreender no futuro, esses jovens recorram à gestora para captação.

Imagem: Internet
Cohorts enxutas
Serão apenas duas turmas por ano, limitadas a 20 equipes cada, somando startups em operação e projetos acadêmicos.
Histórico e prestígio
Conhecido pelos investimentos iniciais em Facebook, Cursor e Kalshi, Partovi diz ter “mais confiança do que nunca” na capacidade de identificar futuros unicórnios. Entre as empresas que já passaram pela Neo estão a fintech Moment, que captou US$ 56 milhões, e a healthtech de IA Anterior, apoiada por NEA e Sequoia.
Para Wesley Chan, cofundador da FPV Ventures, a Neo é hoje “o acelerador com sinal de qualidade mais alto” do mercado.
Com informações de TechCrunch







