Membranas ultrafinas reforçadas por nano-canais prometem ampliar vida útil de tecnologias de energia limpa

27 de fevereiro de 2026 – Engenheiros químicos da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, desenvolveram membranas film-finas com resistência mecânica inédita, capazes de aumentar a durabilidade de combustíveis sólidos, baterias e eletrolisadores utilizados na descarbonização.

A pesquisa, publicada na revista Nature Synthesis, foi conduzida pelo Dr. Zhuyuan Wang e pelo Prof. Xiwang Zhang, ambos da Escola de Engenharia Química da UQ. Segundo a equipe, as membranas convencionais que transportam íons nesses dispositivos costumam falhar sob condições severas de operação. Reforçar esses materiais, porém, costuma comprometer suas propriedades eletroquímicas essenciais.

Para eliminar essa troca de desempenho por resistência, os cientistas empregaram uma estratégia de polimerização confinada dentro de nano-canais. “Nesse espaço apertado, os polímeros não conseguem crescer de forma desordenada”, explicou o Prof. Zhang. “Eles se organizam de maneira compacta, gerando membranas mais densas, muito resistentes e que ainda permitem a rápida passagem dos íons desejados”.

Os resultados indicam que as novas membranas atingem aproximadamente o dobro da resistência à tração em comparação a produtos convencionais, sem perder flexibilidade. Em testes de fadiga, puderam ser flexionadas 100.000 vezes sem perda de integridade mecânica.

O desempenho eletroquímico também superou concorrentes comerciais e dados já descritos em literatura: a capacidade de troca iônica ficou cerca de 20% acima dos valores observados em materiais disponíveis hoje, além de apresentar melhor condutividade e seletividade.

De acordo com o Dr. Wang, a técnica pode ser aplicada a outras tecnologias de filmes finos. O próximo passo é investigar como adaptar o processo de polimerização em nano-canais para produção em escala, com potencial de elevar a eficiência, a potência e a estabilidade operacional de diversos dispositivos eletroquímicos voltados à descarbonização.

Com informações de Nanowerk

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