20 de fevereiro de 2026 — Pesquisadores do Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL), nos Estados Unidos, criaram uma membrana feita de MXene capaz de regular o transporte de íons de maneira instantânea por meio de estímulos elétricos, comportamento semelhante ao de um transistor. O avanço, descrito na revista Science Advances, poderá tornar etapas de separação em tratamento de água, liberação controlada de medicamentos e extração de terras raras mais eficientes.
Formadas por camadas empilhadas de MXenes — folhas bidimensionais com apenas alguns átomos de espessura —, as membranas possuem nanocanais nos espaços entre as camadas pelos quais os íons passam. Até então, acreditava-se que as propriedades desses canais eram fixas após a fabricação.
A equipe demonstrou que, graças à condutividade elétrica do MXene, aplicar um campo elétrico modifica em tempo real a quantidade de íons que cabem nos canais e a velocidade com que se movimentam. “Inspiramo-nos nos transistores, que controlam a corrente elétrica com uma tensão de porta”, explicou o coautor Aleksandr Noy, cientista do LLNL.
Nos experimentos, os pesquisadores também aplicaram tensões alternadas positivas e negativas, criando um efeito de “bombeamento automático” que aumenta a eficiência do transporte iônico. Segundo Aaditya Pendse, ex-pós-doutorando do LLNL, essa estratégia torna o processo ativo, dispensando a dependência exclusiva da difusão passiva.

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Os próximos testes devem avaliar o desempenho da nova membrana na separação de íons de elementos de terras raras, materiais estratégicos para a indústria de alta tecnologia.
Com informações de Nanowerk







