27 de fevereiro de 2026 – Pesquisadores da Penn State apresentaram uma bateria em forma de gel capaz de fornecer altas densidades de potência sem recorrer a materiais tóxicos ou suportes mecânicos, solução pensada para dispositivos médicos, robótica macia e outras aplicações próximas a tecidos biológicos.
O grupo utilizou um método de fabricação de última geração para sobrepor quatro formulações diferentes de hidrogel em um padrão que replica os processos iônicos das enguias elétricas. Cada camada tem apenas 20 micrômetros de espessura, obtida por spin coating, técnica que espalha filmes ultrafinos sobre uma superfície em rotação.
“As eletroplacas das enguias são células extremamente finas que conseguem gerar mais de 600 volts em um curto pulso”, explicou o professor assistente de engenharia mecânica e autor correspondente Joseph Najem. “Ao imitarmos essa estrutura em hidrogel, alcançamos altas densidades de potência mantendo o material flexível e biocompatível.”
De acordo com Najem, tentativas anteriores de fontes de energia inspiradas em peixes elétricos eram limitadas por baixa potência e exigiam estruturas rígidas de suporte. A equipe ajustou a química do gel para reduzir a resistência interna, eliminando a necessidade de reforços externos.
O doutorando em engenharia mecânica Dor Tillinger, coautor principal, destacou que a espessura reduzida foi decisiva. “Diminuir a resistência interna aumentou significativamente a potência que conseguimos extrair”, afirmou. Já Wonbae Lee, doutorando em ciência dos materiais e também coautor principal, contou que foram testadas diversas composições até chegar à viscosidade ideal; misturas convencionais simplesmente se desprendiam da superfície durante o spin coating.

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Os resultados detalhados do estudo estão no artigo “ElectricFishInspired Thin Hydrogel Electrocytes Achieve High Power Density and Environmental Robustness”, publicado na revista Advanced Science.
Com informações de Nanowerk







