Suno ultrapassa 2 milhões de assinantes pagos e chega a US$ 300 milhões em receita anual

São Francisco (EUA) — O Suno, gerador de música por inteligência artificial, alcançou 2 milhões de assinantes pagos e atingiu US$ 300 milhões em receita anual recorrente, informou o cofundador e CEO Mikey Shulman em publicação no LinkedIn nesta quinta-feira (27).

O salto financeiro ocorre apenas três meses após a startup anunciar uma rodada de investimentos de US$ 250 milhões, que avaliou a empresa em US$ 2,45 bilhões. Na ocasião, o Suno havia reportado faturamento anual de US$ 200 milhões, sinalizando um crescimento expressivo no curto período.

Ferramenta acessível, mas contestada

A plataforma permite que usuários criem músicas a partir de comandos de texto, mesmo sem experiência musical. A facilidade, porém, gerou processos de violação de direitos autorais movidos por artistas e gravadoras, que questionam o uso de obras já gravadas no treinamento dos modelos de IA.

Em meio às disputas, a Warner Music Group encerrou sua ação judicial e firmou um acordo de licenciamento que autoriza o Suno a desenvolver modelos baseados no catálogo da gravadora.

Músicas que viram hits

Desde o lançamento, canções geradas pela ferramenta ocuparam posições de destaque em plataformas como Spotify e Billboard. A norte-americana Telisha Jones, 31 anos, transformou seus poemas no single de R&B “How Was I Supposed to Know”, criado com o Suno e viralizado online. O sucesso rendeu à artista um contrato estimado em US$ 3 milhões com a Hallwood Media.

Suno ultrapassa 2 milhões de assinantes pagos e chega a US$ 300 milhões em receita anual - Imagem do artigo original

Imagem: Getty

Resistência de parte da indústria

Mesmo com a rápida adoção do serviço, nomes como Billie Eilish, Chappell Roan e Katy Perry manifestaram publicamente preocupação com o uso de inteligência artificial na produção musical.

A Suno não divulgou novos planos, mas o avanço nas métricas de usuários e receita reforça a disputa por espaço entre ferramentas de geração de conteúdo por IA e o mercado fonográfico tradicional.

Com informações de TechCrunch

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