Fundo de €220 milhões indica que interesse em computação quântica segue forte

A Quantonation Ventures anunciou o fechamento de seu segundo fundo de investimento dedicado a startups de computação quântica e tecnologias baseadas em física. O novo veículo captou €220 milhões (cerca de US$ 260 milhões), mais que o dobro do primeiro fundo lançado pela gestora em 2018.

Segundo a firma, a elevada demanda dos investidores confirma que, apesar de a computação quântica ainda não ter superado os supercomputadores clássicos nem atingido escala industrial, o apetite pelo setor continua crescendo.

Foco em estágios iniciais

O sócio Will Zeng explicou que o objetivo é investir precocemente para capturar mais valor. O fundo dois já destinou recursos a 12 startups e planeja chegar a aproximadamente 25 empresas, incluindo soluções de software, camadas industriais para viabilizar a “vantagem quântica” e tecnologias adjacentes, como fotônica e lasers.

Ecossistema em expansão

Zeng destacou a oportunidade em “pá e picareta”, com negócios que fornecem infraestrutura para o setor. Um exemplo é a holandesa Qblox, que vendia hardware e software de controle quântico antes de receber aporte da Quantonation em uma rodada Série A.

A gestora possui sedes em Paris e Nova York e já investiu em companhias francesas como Pasqal e Quandela, além de apostas na Ásia e na América do Norte. “Em muitas áreas ainda não há vencedor regional claro, e grande parte da pesquisa vem de universidades de vários lugares”, afirmou o executivo.

Quem colocou dinheiro

Investidores do primeiro fundo, entre eles Vertex Holdings (Singapura) e o Fonds National d’Amorçage 2 da Bpifrance, renovaram o compromisso. Entraram também novos cotistas como European Investment Fund, Grupo ACS, Novo Holdings, Planet First Partners e Toshiba.

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Imagem: Getty

Cenário setorial

Apesar de os chips quânticos ainda não superarem computadores clássicos fora de testes específicos, há expectativa de aplicações reais em poucos anos, impulsionada por avanços em correção de erros — área que teve como marco o chip Willow, do Google, em 2024. A participação de diversas empresas na Quantum Benchmarking Initiative da DARPA reforça a competição tecnológica.

No mercado de capitais, algumas companhias quânticas listadas viram suas ações disparar após o CEO da Nvidia, Jensen Huang, declarar em junho de 2025 que o segmento alcançou “ponto de inflexão”.

Com informações de TechCrunch

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