Expansão de data centers de IA impulsiona unidade de armazenamento de energia da Redwood Materials

São Francisco (EUA) – A Redwood Materials transformou, em menos de um ano, sua recém-criada divisão de armazenamento de energia na área que mais cresce dentro da companhia, movimento diretamente ligado à corrida por data centers voltados a aplicações de inteligência artificial.

O sinal mais visível dessa aceleração está no laboratório de pesquisa e desenvolvimento instalado em São Francisco. Aberto em abril de 2025, o espaço quadruplicou de tamanho, chegando a 55 mil pés quadrados, e já conta com cerca de 100 funcionários. Embora esses números representem apenas uma fração dos 1.200 colaboradores da empresa, o laboratório tornou-se peça-chave para a integração de hardware, software e eletrônica de potência em sistemas que abastecem data centers, aplicações de IA e indústrias de grande porte.

Em nota publicada nesta quinta-feira (19), a companhia informou que a ampliação do centro de P&D apoiará uma “onda de implantações” de sistemas de armazenamento de energia para data centers. O aporte de US$ 425 milhões obtido na rodada Series E, concluída recentemente, garantirá os recursos para escalar a operação. Google, novo investidor, e Nvidia, já acionista, participaram da captação focada justamente nessa iniciativa.

“Data centers de IA se tornaram prioridade”, afirmou Claire McConnell, vice-presidente de desenvolvimento de negócios, em entrevista ao TechCrunch. Segundo ela, a tecnologia da Redwood também pode servir a projetos de energia renovável, como solar e eólica. O interesse dos desenvolvedores de data centers, no entanto, ganhou força diante da demora para novas conexões à rede elétrica, que pode ultrapassar cinco anos.

Origem e expansão do negócio

Fundada em 2017 por JB Straubel, ex-diretor de tecnologia da Tesla, a Redwood Materials nasceu com a missão de criar uma cadeia circular para baterias, reciclando sucata de fábricas e dispositivos eletrônicos. Posteriormente, passou a produzir materiais catódicos para células de bateria.

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Imagem: Internet

Em junho de 2025, a empresa lançou a Redwood Energy, braço dedicado ao reaproveitamento de baterias de veículos elétricos ainda aptas para armazenamento estacionário. O primeiro cliente é a Crusoe, startup que recebeu investimento de Straubel em 2021. Instalado em Abilene, Texas – local inicial do projeto Stargate –, o sistema fornece 12 MW de potência e 63 MWh de capacidade a um data center modular da Crusoe.

De acordo com McConnell, existem propostas para atender hyperscalers – operadores de nuvens que demandam centenas de megawatts – muito além do escopo do projeto com a Crusoe. “Estamos trabalhando em soluções que chegam às centenas de megawatt-hora e já há iniciativas no pipeline que somam múltiplos gigawatt-hora”, disse a executiva.

Com informações de TechCrunch

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