Em meio ao debate sobre o papel da inteligência artificial na indústria de jogos, Alistair McFarlane, diretor de operações (COO) e diretor da Facepunch Studios, criadora de Rust, afirmou que a tecnologia deve ser vista apenas como “mais uma ferramenta” para acelerar processos e liberar tempo para a criatividade.
Em entrevista à Sky News, McFarlane descreveu a IA como “poderosa” e “eficiente”, destacando que, embora seja disruptiva, não ameaça substituir o trabalho humano. “Usada corretamente, a IA não substitui a criatividade, ela a amplifica. Ela elimina tarefas repetitivas, agiliza iterações e dá às equipes mais espaço para experimentar”, disse o executivo.
O posicionamento ocorre em um momento em que o recurso ganha espaço entre desenvolvedores. O relatório 2025 CESA Video Game Industry Report apontou que mais de 50% dos estúdios japoneses utilizam alguma forma de IA em seus fluxos de trabalho.
Empresas tradicionais tratam o tema com cautela. Shigeru Miyamoto, da Nintendo, afirmou recentemente que a companhia “não pretende se precipitar” na adoção da tecnologia. Já a Sony reforça a visão de que a IA deve atuar como apoio, e não como substituta da criatividade humana.
Nesse sentido, a Sony registrou patentes para podcasts gerados por IA que teriam personagens de jogos do PlayStation como apresentadores, responsáveis por fornecer notícias segmentadas aos usuários. A eficácia do projeto ainda não foi demonstrada publicamente.

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Outro movimento relevante veio do Google, que lançou neste ano o beta do Project Genie, ferramenta capaz de criar mundos jogáveis baseados em personagens icônicos da Nintendo. O anúncio derrubou ações de empresas de jogos, embora os cenários gerados tenham sido considerados rasos e pouco divertidos.
As declarações de McFarlane reforçam a visão de que a inteligência artificial, quando usada de forma estratégica, pode acelerar o desenvolvimento sem suprimir o papel criativo das equipes.
Com informações de GameSpot






