BMW confirma que desenvolveu e cancelou M5 conversível na década de 1990

A BMW admitiu oficialmente que criou um M5 conversível baseado na geração E34 e abortou o projeto poucos dias antes de sua estreia pública. O modelo, pronto para ser produzido, só foi mostrado a um grupo restrito de jornalistas em 2009, durante as comemorações de 25 anos do sedã esportivo.

O protótipo trazia duas portas dianteiras alongadas, quatro assentos e mantinha o espírito de grand tourer associado ao M5. O preço já estava definido em 50.000 unidades monetárias — o que equivalia a cerca de US$ 70 mil na época — e a BMW havia reservado espaço para exibição no Salão de Genebra. O lançamento, previsto para o início da década de 1990, foi cancelado apenas uma semana antes do evento.

Segundo a marca, o temor de que o M5 conversível competisse com um futuro Série 5 cabriolé e, principalmente, que prejudicasse as margens do rentável Série 3 conversível selou o destino do projeto. A decisão veio do departamento de planejamento de produto.

Mesmo sem chegar às concessionárias, o carro impressionava pela mecânica: motor 3.8 litros de seis cilindros em linha, capaz de entregar 340 cv e 40,8 kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual de seis marchas que despejava a força nas rodas traseiras.

O cancelamento do M5 aberto não foi o único experimento ousado da engenharia da divisão M naquela época. Técnicos também instalaram um motor V12 de 6,1 litros — o mesmo usado pelo McLaren F1 — em uma perua E34 M5 Touring, outro projeto que nunca recebeu sinal verde comercial.

Com a confirmação da própria fabricante, o M5 conversível entra para a lista dos maiores “e se” da história automotiva — um modelo que chegou a existir, foi preparado para as ruas, mas nunca ultrapassou os portões da fábrica.

Com informações de BMWBlog

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