Sensor nanoestruturado com LED azul identifica múltiplos gases tóxicos a temperatura ambiente

Brasília, 25 de fevereiro de 2026 – Pesquisadores do Korea Research Institute of Standards and Science (KRISS) anunciaram o desenvolvimento de um sensor de gases que utiliza luz azul de LED e opera em temperatura ambiente para detectar hidrogênio, amônia e etanol com sensibilidade 56 vezes superior à de dispositivos convencionais.

Como funciona o novo sensor

A equipe liderada pelo cientista Dr. Kwon Ki Chang e pelo doutorando Nam Gi Baek criou uma nanoestrutura tipo heterojunção Type-I formada por óxido de índio (In2O3) revestido com uma fina camada de sulfeto de índio (In2S3). Esse desenho atua como um “poço de energia”, retendo portadores de carga gerados pela luz e concentrando-os na superfície reativa. Assim, a interação com moléculas de gás ocorre imediatamente sob iluminação de LED azul, dispensando aquecimento.

Para ampliar a seletividade, os pesquisadores montaram um sistema eletrônico do tipo “nariz eletrônico” (E-nose) com sensores recobertos por nanopartículas de platina (Pt), paládio (Pd) e ouro (Au). Cada metal catalisa a resposta a gases específicos, permitindo diferenciar compostos mesmo em amostras misturadas.

Desempenho registrado

Em testes de laboratório, o dispositivo alcançou limite de detecção (LOD) de 201,03 partes por trilhão (ppt) e manteve operação estável sob 80 % de umidade. Avaliações por mais de 300 dias indicaram que a sensibilidade inicial foi preservada, evidenciando durabilidade elevada.

Aplicações previstas

O baixo consumo de energia e a temperatura de operação ambiente favorecem a instalação em ambientes industriais, residenciais e em dispositivos vestíveis, como smartphones e smartwatches. Um único sensor pode monitorar vários gases simultaneamente, reduzindo custos de implantação em fábricas, usinas e espaços públicos.

Sensor nanoestruturado com LED azul identifica múltiplos gases tóxicos a temperatura ambiente - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Segundo o Dr. Kwon, o próximo passo será otimizar a combinação de catalisadores para adaptar a tecnologia a cenários específicos de risco.

Com informações de Nanowerk

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