Ex-engenheiros de Big Tech criam IA para despachantes aduaneiros em meio a mudanças na política comercial dos EUA

São Francisco (EUA) – Dois ex-engenheiros de gigantes da tecnologia fundaram a Amari AI, startup que automatiza o trabalho de despachantes aduaneiros e já movimentou mais de US$ 15 bilhões em mercadorias desde 2023.

O projeto começou quando Sam Basu, ex-engenheiro sênior do Google, deixou a empresa pouco depois do lançamento do ChatGPT, em 2023. Durante ligações para escritórios de despachantes na região de Los Angeles, Basu descobriu processos ainda baseados em fax e pastas de papel. “Fiquei chocado com a quantidade de documentos”, disse ele. A partir dessa constatação, convidou Arushi Vashist, ex-engenheira sênior do LinkedIn, para cofundar a Amari.

A companhia saiu do modo stealth nesta quinta-feira (19.fev.2026) já com mais de 30 clientes e um aporte seed de US$ 4,5 milhões, liderado por First Round Capital e Pear VC.

Automação e atualização contínua de regras

A Amari atua em duas frentes, segundo Basu. A primeira é digitalizar o preenchimento de formulários e reduzir a digitação manual exigida por lei nos Estados Unidos, onde apenas profissionais licenciados podem executar a função. A segunda é acompanhar, via agentes de IA, as alterações frequentes na política comercial do governo Trump, permitindo que os despachantes informem rapidamente seus clientes sobre eventuais impactos.

A equipe treinou modelos proprietários com mais de 1 milhão de documentos de embarque. Os dados são anonimizados, e clientes podem optar por não participar do treinamento. “Não vendemos essas informações; pertencem aos clientes”, afirmou Basu.

Demanda crescente e escassez de mão de obra

Com a taxa de aprovação no exame de licenciamento entre 10% e 20%, o setor enfrenta envelhecimento da força de trabalho e queixas de burnout. “Somos um par extra de mãos que as empresas de logística podem manter ao lado da experiência humana”, explicou o fundador.

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Imagem: Internet

Chris Bachinski, CEO da GHY International — empresa de 125 anos e uma das primeiras usuárias da Amari — relatou que muitos importadores terceirizam totalmente a conformidade aduaneira. Ele diz tranquilizar funcionários quanto a possíveis cortes: a tecnologia deve ajudar a companhia a crescer e fortalecer o relacionamento com clientes.

Para Todd Jackson, sócio da First Round Capital, o sucesso inicial da Amari se deve ao contato direto de Basu com o setor. “É uma indústria à moda antiga; o boca a boca se torna muito forte”, afirmou.

Com informações de TechCrunch

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